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Cuidado Cavaleiro Valente

Posted in Contos on domingo | 8 | março | 2009 by Cavaleiro Valente

Cavaleiro Valente

Encantos – mini-conto com 4 finais – por Adriano Siqueira

Posted in Contos on domingo | 8 | março | 2009 by Cavaleiro Valente

Encantos

– Minha amada! Seus olhos brilham como diamantes.
– Obrigada My Lord. É sempre bom ouvir seus galanteios todas as
manhãs.
– Minha amada! O calor do seu coração é maior que o Sol.
– Oh! Mais assim eu não resisto. Você me comove sempre.
– Minha amada! Você é mais bela queeeeummmmm…

Fim com cara de continuação.
– Mãaaaaaaae!!! A pilha do boneco cavaleiro valente acabou de novo!!!!

Fim com cara de suspense
A menina joga o boneco no chão e fica pisando nele quebrando todas as
partes…
– Eu quero o Boneco do Valenteeeeeee!!!!

Fim com cara de Violência
O boneco Valente tenta jogar a menina pela janela mas é impedido pela mãe.
A mãe da menina bate no Valente com a vassoura.

Final Feliz.
O boneco Valente pede desculpas e todos se abraçam para tiram fotos.

Abraços
Adriano Siqueira

História para o Cavaleiro Valente – por Priscilla Jarra e Cintia Barcellos

Posted in Contos on domingo | 8 | março | 2009 by Cavaleiro Valente

por Cintia Barcellos Lacerda / Carmilla
e
Priscilla Jarra / Deankth

Parte I – O sequestro

Gustav entrou no bar, sentou-se no balcão e pediu um especial. O garçom deu um sorriso maldoso e foi preparar seu drink. O Byron não era um bar como outro qualquer, e o “especial” era o drink servido para a maior parte da sua clientela. Ingrediente principal: sangue.

Copo na mão, Gustav virou-se e observou o movimento…
Uns poucos humanos e outros tantos vampiros, que cochichavam e riam baixinho, e por vezes olhavam-no de lado. Merda!!! Fazia uns dez anos que não aparecia ali, mas ainda assim era motivo de chacota.

“Onde eu estava com a cabeça quando criei Lucius???
Onde???”, pensou e saiu do bar pisando duro.

Nao deu dois passos para fora do bar, escutou uma voz fina, afetada:

– Gugu!!! Gugu querido!!! Gostosinho….

Ah, aquilo era demais. Queria matá-lo. Virou-se e…
puft…caiu de cara no chão.

– Quem pôs essa merda de saco de lixo aqui? – esbravejou.
– Ai, Gugu… Machucou? Deixa que eu te ajudo…

Gustav olhou bem para figura que estendeu-lhe a mão delicada, com longos dedos cheios de anéis, unhas compridas pintadas com esmalte cor-de-rosa cintilante.
Trajava um terno muito bem cortado, também cor-de-rosa. Nos seus lábios sem cor, apenas um brilho, e purpurina na face mortalmente pálida. Os longos cabelos louros, muito bem tratados, emolduravam seu rosto. Esse era Lucius.

Gustav levantou-se sem ajuda e já ia começar a discutir quando percebeu que todos os vampiros do Byron estavam observando a cena. Mais do que depressa, empurrou Lucius para dentro do carro, em seguida entrando e ordenando ao motorista que os levasse para casa.

– Queridinho, a noite ainda é uma criança… Vamos caçar, dançar, nos divertir…
– Cala a boca, sua bicha louca!!!
– Quando você me conheceu eu já era assim. Por que me
transformou? E por que continua comigo?
– Por causa do seu dinheiro!!! Bicha burra!!!

Lucius pôs-se a chorar. Gustav achava que devia estar pagando pelos pecados de sua existência vampírica.
Criar um vampiro gay, burro e sentimental!!!

– Ei, Lu, não estava falando sério… É que você me deixou nervoso. Chora não…

Gustav não podia ver niguém chorar. Muito menos Lucius. Apesar de gay, ele era seu amigo. Se bem que ele poderia ser mais discreto…

Estava quase amanhacendo quando Gustav foi dormir, trancando a porta atrás de si. Logo em seguida, ouve-se um grito infernal.

Lucius sai assustado de seu quarto, esbarrando em seu criado, Sebastian.

– Por Drácula, o que foi isso?
– Veio do quarto de mestre Gustav.
– Vá na frente, Sebastian, estou morrendo de medo.
Olhe só, estou toda arrepiada!!!

– Mestre Gustav, tudo bem?

Nenhuma resposta.

– Gugu, ouvi um grito de filme de terror, estou com medinho… abre a porta, vai…

Nada.

– Abra a porta com a chave-mestra, Sebastian.

Ninguém no quarto. A alta janela, estava aberta, com os vidros estilhaçados. Fora isso, não havia mais nada quebrado, nenhum sinal de luta. Foi quando Lucius
percebeu uma grande mancha vermelha no tapete, perto
do caixão de Gustav.

– O que é aquilo, Sebastian?

O criado aproximou-se do local, abaixou-se, tocou na mancha.

– Parece sangue…
– Ooooh….. – gritou Lucius e desmaiou.

O fiel Sebastian levou seu patrão desacordado até seu caixão. Os primeiros raios de sol despontavam no horizonte.

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Parte II – Electra

Lucius fora deixado em seu quarto, desacordado. E que quarto!
Uma grande cama bem no centro, imponente, majestosa, digna de uma Barbie: os véus que escondiam parcialmente o dono da casa – quando este não estava em seu caixão branco com acolchoado rosa – eram lilases e laranjas,
intercalados, cheios de um brilho próprio do tecido; os lençóis eram rosas e estavam sob dezenas de almofadas do “Smile”; o dossel era preto – ah sim!
Lucius adorava preto: preto com pink, preto com verde, preto com laranja, preto com amarelo, etc; os enfeites da paredes eram aquelas máscaras de “papier machê”, com rendinhas e plumas; havia muitos quadros, muitos livros, muita arte, claro, ao gosto de Lucius, mas ainda assim era arte. Dormiu.
Após deixar Lucius, Sebastian dirigiu-se para a grande sala de estar da residência, já pensando, com nojo, no sangue que teria que limpar da cama de Gustav.
Sebastian cansava de falar para os dois amigos que não suportava aqueles corpos pela casa, quando os dois, Lucius e Gustav, voltavam da noite com seus jantares.
Era sangue na cozinha, no banheiro, na sala, um cheiro forte de carne apodrecendo, quando Sebastian estava de folga os dois não limpavam nada, e o pior é que tudo sobrava para ele. Todo o trabalho sujo, literalmente.
Limpava tudo com aquelas máscaras e luvas hospitalares. Quase sempre passava mal.
Sebastian tinha de raciocinar. Raciocinar para tentar adivinhar onde fora parar Gustav, já que Lucius não faria nada e ficaria em seu quarto. Quando acordasse iria lembrar-se do seu querido Gugu, teria um chilique típico dele, daria aqueles gritinhos agudos e histéricos, levaria as costas da mão à testa e cairia desfalecido em sua cama de novo. Sebastian andava de
um lado para outro na grande sala, roia as unhas (cuidando para que as roídas não caíssem no chão), e, de uma virada, arregalou os olhos e gritou:
Electra!

Longe dali (São Paulo), em Beverly Hills, mais precisamente na Rodeo Drive, deslizava um Volvo sedan dourado, com aquele néon no chassi, que ilumina o chão quando é noite, amarelo. Através dos vidros filmados, um olhar observava as vitrines masculinas, em busca de algo realmente chique. A voz da dona do olhar começou a soar, irritante e insistente:
Ah! Strauss, seu grande desastrado! Quebrou minha unha do dedinho quando quase deixou o saco cair em cima de mim! Também, com o peso daquele idiota! – gesticulava ela, deixando Strauss, seu capacho pessoal, completamente tonto – O que faço agora? Eu não tenho horário marcado com minha esteticista hoje!…
Strauss desligou-se da gralha falante e começou a pensar nas garotas de biquíni vermelho daquele seriado que se passava em outros litorais. Com cara de bobo ele ia modificando a fisionomia, olhando para cima, ele era anão, e suspirava. Aquelas garotas não olhariam para ele, aliás, garota nenhuma olharia para ele, e sua fisionomia mudou de novo, agora ele olhava para o chão, desiludido, quando ouviu:
Straus! – berrou longamente a mulher.
Ãhn? Oh! Sim madame.
Chegamos! Por onde anda essa sua cabeça de pudim?
Preste atenção! Abra a porta pra mim e acorde o homem do
saco!
O veículo dourado estacionou em frente a uma loja e a histérica desceu e ordenou o pequeno – pequeno mesmo
– Strauss a puxar o saco, literalmente.
A cena era ridícula. Na porta de entrada daquela loja lindíssima, fresquíssima e caríssima, com vendedoras que ostentavam um ar de superioridade, estavam parados um anão vestido com um mini fraque preto, alguém a se debater dentro de um saco cáqui opaco e uma mulher que merece uma descrição mais detalhada.
Por volta de vinte e sete anos, ruiva, cabelos encaracolados presos num super penteado no alto da cabeça, sustentado por fivelas douradas; corpo esbelto, bonito, sob um modelito prateado e fosco, em pleno fim de tarde, com bordados de girassóis dourados por toda a barra da saia curtíssima; outros pequenos girassóis bordados nos punhos do blazer; pernas bem
desenhadas aderiam a meia-calça cor da pele, com duas fileirinhas de strass ladeando as coxas e descendo até os pés, que eram delicados, sobre um plataforma laranja escuro; um batom da mesma cor cobria lábios finos, um leve “blush” alaranjava as maçãs do lindo rosto de traços suaves, sombras amarela e laranja corriam pelas pálpebras de olhos verdes, protegidos por um exagerado óculos ovalado, de lentes pretas e armação também laranja.
Eu só mato com estilo, seu sangue-suga! Vá para um dos Provadores e nem tente escapar, pois é impossível e me
deixaria furiosa, mais ainda! – murmurou cruelmente a interessante mulher para Gustav, que se movia rapidamente para fora do saco, conforme este era aberto por Strauss.
Se recompôs, retomou sua postura impecável, respirou
fundo, estampou um lindo sorriso nos belos lábios, olhou em volta medindo a vendedora dos pés à cabeça e foi em direção à ela:
Preciso de algo realmente fino, algo como um smoking preto, com faixa, deixe-me ver, vermelha e camisa vinho. – ordenou ela à vendedora – Ah! E um belo sapato também, é pr’aquele sang… senhor ali. -e apontou para Gustav com um sorrisinho e um ligeiro aceno de mão. Este, assustado, tropeçou em um dos
enfeites da decoração.
Vendo a vendedora dirigir-se para Gustav, ela murmurou à Strauss:
Não se esqueça de apanhar a minha estaca preferida na joalheria do Abstatt, aquela de carvalho com cabo de ouro, cravejada de rubis e brilhantes… Agora! -ordenou a mulher, berrando a última palavra.
Ela virou-se de uma vez, num rodopio, procurando onde sentar-se. Achou uma espécie de sala de estar e ficou esperando Gustav. Pediu à outra vendedora uma lixa e começou a lixar as unhas, para se igualarem com a quebrada.
Esta era Electra. Vinte e sete anos, milionária, perua e caça-vampiros.

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Parte III – Valente entra em cena

No provador, Gustav tentava por suas idéias no lugar, enquanto vestia a roupa que a vendedora lhe dera. Estava atônito. Não
era possível que ele, um vampiro com quase um século de existência, tivesse sido capturado por uma perua histérica e um anão de jardim. Tentou se lembrar do ocorrido… a última coisa que sentira foi um corte no pescoço.
Claro, haviam tirado boa parte de seu sangue. Por isso sentia-se tão fraco. De repente, a figura delicada de Lucius veio-lhe à mente. Se esses incompetentes haviam capturado-no, com certeza tinham feito coisa bem pior com seu amigo.
Precisava agir rápido.

– Moça, acho que isso não ficou muito bom – disse para a vendedora. Quando ela se aproximou do provador, Gustav puxou-a para dentro e cravou os dentes em seu pescoço.

Revigorado, Gustav foi ao encontro de Electra. Ela até que era bem bonita.
Mas as roupas… perto dela, Lucius era a sobriedade em pessoa. Ao lado dela, o anãozinho, segurava uma almofada de veludo
roxo, onde estava a estaca, cravejada de pedras preciosas. Num movimento cuidadosamente coreografado, a caça-vampiros levantou a perna esquerda e atingiu Gustav,
derrubando-o. Estranhamente, o vampiro riu.

– Está rindo do que, seu sangue-suga cafona? – indagou Electra.
– Sabia que você não era ruiva de verdade – respondeu o vampiro, piscando para ela.
– Ora, seu, seu…. – pegou a estaca e partiu para cima dele, que agarrou o anãozinho, usando-o como escudo. Cega de ódio, Electra acabou ferindo mortalmente seu ajudante e também sujando o vestido de sangue.

– Meu vestido!!! Vai manchar… Preciso de alguém para limpar isso.
Socoooorroooooo!!!!

A essa altura Gustav já estava longe. Mas Electra não estava sozinha. Um homem loiro, de baixa estatura, vestido em trajes
medievais, veio socorrer-lhe.

– Em que posso ajudá-la, formosa donzela?
– Me arrume um vestido novo… – ela o mediu dos pés à cabeça – e vista outra roupa você também.
Estranhou o pedido, mas foi atendê-lo. Voltou com vários vestidos para Electra escolher. Ele, por sua vez, trajava a única
coisa que conseguira encontrar no seu tamanho: uma calça strech preta e camiseta branca baby-look, ambas justíssimas. A caça-vampiros, já em outro modelito, olhou para bem para ele e disse:
– É, melhorou um pouco… Agora venha comigo, preciso de outro anãozinho para me ajudar a acabar com aquele vampiro!!! Qual seu nome mesmo?
– Valente.

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Parte IV
Gustav conseguiu voltar para São Paulo, deixando a histérica ridícula para trás. Teve que voltar na última classe de um avião lotado de excursões.
– Ah, que maravilha, um vôo lotado de adolescentes e jovens irritantes – pensou Gustav, que começava a sentir sede novamente – deixe-me ver, aquele rapaz ali me parece bem apetitoso, belo corpo, atlético…
Nem terminou de falar e viu o rapaz, que até então estava quieto, lendo, se dirigir à ao comissário:
– Ai! Queridinho, posso falar com você depois desse vôo? Eu estava te observando e acheique você também é g…
“Não!”, gritou em pensamento Gustav, arregalando os olhos e tratando de dormir, forçado, “Mais um ‘alegre’ não vai dar não…”, dormiu.

Chegou na casa de Lucius e foi recebido por ele mesmo, que fez uma pequena festa ao ver seu querido e amado Gugu, são e salvo, não tão são assim, mas salvo com certeza.
– Gugu! – berrou Lucius, atirando-se aos braços másculos e tão desejados de Gustav – eu estava morrendo de saudades e de medo! E se você tivesse morrido – come;cou a chorar – o que eu faria sem você?
Os dois continuaram conversando, Lucius soluçando e Gustav narrando o acontecido.
– Onde está Sebastian? – perguntou Gustav
– Ah, meu amor, ele foi atrás de uma tal de Elétrica, sei lá onde! Eu não prestei atenção pois só chorei esses dias todos! Ah, meu cisnezinho! Que bom que está bem!
E, se livrando do grude de Lucius, Gustav levantou-se bruscamente:
– Como assim foi atrás da Electra? Ele a conhece? Me conte tudo Lucius!
– Ah! – ainda choramingando – eu não sei de nada! – Lucius se pendurou no pescoço de Gustav, que foi para seu quarto, furioso, batendo a porta na cara de Lucius, que soluçou mais ainda.
– Valente, meu querido, de onde você surgiu naquela loja? – perguntou Electra – É uma longa história, eu fugi do Brasil…
– Ah! Do Brasil? Mesma terra do Gustav e daquele vampiro gay que ele teve coragem de criar! – ria, desconfiada, Electra.
– Gustav? Vampiro gay? Nada disso me é familiar. Eu fugi do Brasil porque existe um grupo de escritores, amigos do meu criador, que querem me matar, aliás, já me mataram algumas vezes, mas, eu vivi novamente, de alguma forma. Hum, você quer que eu vá atrás desse vampiro gay?
– AH! Por que quer ir atrás dele?
– Ahn, hein, ah, por nada não, nada não. – engasgou Valente ao responder à Electra.
– Sweet, nós precisamos dar um jeito de captura-los novamente, pelo que vejo em sua mente, você é um cavaleiro puritano de muitos séculos de existência, com uns gostos um tanto quanto atípicos. Mas tudo bem, se quiser, posso te transformar no que você sempre quis ser!!! – falou Electra, satírica.
– Como assim? Me transformar? Em que?
– Venha, vamos até minha casa, gracinha, que eu vou deixar você aflorar todos esses seus sentimentos escondidos sob essa pele que já viu de tudo, quer dizer, quase tudo.

E os dois foram em direção à casa de Electra, quando chegaram, a casa era no mesmo estilo “discreto” de Electra, e, ao entrar no quarto que seria destinado à Valente, este fez uma cara de espanto ao ver as roupas que já estava à espera em sua cama, arrumada pelo mordomo de Electra, Mr. Glytherman.
– Electra, madame, o que significa essas botas roxas, de plataforma, e essas roupas brilhantes?
– Sweet, você verá, agora, vá tomar um banho com seus novos sais em sua nova hidro. Eu estarei te esperando em meu quarto. Coloque esta roupa que está em cima da cama, right?

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Parte V – Nasce uma estrela

Glytherman ficou com Valente para ajudá-lo a preparar-se. O cavaleiro não se sentiu nem um pouco incomodado com a presença do mordomo durante seu banho. De onde vinha, era perfeitamente comum que serviçais auxiliassem seus mestres no banho, assim como em todo o resto. E foi com muita naturalidade que deixou o mordomo esfregar suas costas.

Após o banho, Glytherman ajudou Valente a vestir-se. Primeiro, uma calça estranha, de tecido muito fino, na cor preta.

– Chama-se meia-calça, sir – explicou-lhe o mordomo, como se tivesse lido seus pensamentos. E ajudou-lhe com a próxima peça, uma estranha veste feita de renda, chamada sutiã. A seguir, o mordomo pegou duas esferas de espuma, colocando-as sob o sutiã.

Valente começou a se sentir um pouco estranho.

– Agora o vestido, sir.
– Homens também usam vestidos em sua terra? – perguntou o cavaleiro
– Alguns sim – respondeu Glytherman, sorrindo e entregando-lhe o vestido, um tubinho feito em tafetá roxo.

Por fim, Valente calçou as botas de plataforma, também roxas, que iam até a altura do joelho. Valente ficou de pé e sorriu. Este mundo moderno era realmente prodigioso. Ficara mais alto. Bem mais alto. Tentou andar pelo quarto e quase caiu. Era difícil equilibrar-se nestas botas. Nada que um pouco de treino não resolvesse. Ficou caminhando pelo quarto, maravilhado
com suas novas vestes. Por vezes, parava em frente ao espelho, apertava o enchimento do sutiã e ria.

– Ora, ora, ora… Sabia que você tinha jeito pra coisa – Electra já
o observava fazia algum tempo. Havia dois homens com ela – Estes são meus esteticistas. Vão completar sua transformação, darling.

Imediatamente, os homens fizeram Valente sentar-se e começaram a trabalhar.
Valente ficou até atordoado. Pincéis e pós estranhos eram passados em sua face, mexiam também em suas unhas. Quando eles terminaram, Valente quase não reconheceu a imagem refletida no espelho.

– Meu Deus!!! – exclamou, levando as mãos ao rosto. Percebeu que suas unhas também estavam longas e pintadas de cor de rosa. Electra então aproximou-se dele e colocou em sua uma bela peruca, feita com cabelo natural, de longos fios loiros. Valente olhou para ela confuso.
– Seu nome agora é Valentina, dear – e caiu na gargalhada.

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Lucius tinha acabado de acordar quando seu celular tocou.

– Sim, Sebastian. Entendo. Venha para cá o mais depressa possível. E lembre-se: Gustav não deve saber de nada.

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– Valentina, querida, anime-se – Electra tentava melhorar o humor do bravo cavaleiro – Com esse disfarce, irá me ajudar a capturar Gustav e seu amigo bicha de uma só vez.
– Eu poderia dilacerá-los com minha espada ao seu comando. Mas você prefere… – Valente… ops, Valentina não teve ânimo para terminar a frase.
– Prometo que seus esforços serão recompensados, dear – sussurrou a caça-vampiros em seu ouvido, colocando a mão em sua coxa.

Valente, digo, Valentina suspirou. O jatinho de Electra aproximava-se dos céus brasileiros.

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Parte VI – final

Gustav não saíra do quarto por toda a manhã. Lucius imaginava se Gustav poderia estar pensando nele, pensando em se declarar, pensando em deixar de lado a máscara de homem e render-se.
Mas Lucius sabia que estaca delirando, Gustav era homem mesmo.
Sebastian chegou. Lucius correu para saber das novidades, se ele tinha conseguido matar Electra, por ela ter feito tamanha maldade com seu cisnezinho.

Ao mesmo tempo que Sebastian, Electra entrou, imponente, no apartamento, abrindo a porta de entrada com o pensamento e fazendo os três moradores do lugar se assustarem. Ventava, os cabelos soltos de Electra voavam ao sabor do vento, suas roupas esvoaçavam, longas, batendo na cara de Valente, vestido de Valentina, à esquerda de Electra e na cara de Mr. Glytherman, vestido dele mesmo, à direita de Electra.
Ela ria alto, como uma bruxa má, e, com gestos sutis, se aproximou de Sebastian e lhe deu um beijo de dar inveja a qualquer ator hollywoodiano, e em seguida matou-o.

Lucius estava petrificado de pavor, Gustav não sabia em que pensar.

Ela começou a relatar sua história podre.

“Quando eu nasci, papai era um vampiro do mal, batia em mamãe, que era uma fada do bem. Eu chorava todas as noites. Papai tinha um bordel. Mamãe salvava pessoas.
Eu ficava no meio disso tudo, entre o bem e o mal, entre salvar e matar. Papai morreu e me deixou o bordel. Mamãe morreu e me deixou sua varinha e seus truques. Eu misturei tudo e me tornei o que vocês estão vendo, com os truques de mamãe eu caço os vampiros, porque eu odiava papai. Mas eu não os mato simplesmente. Eu digo que vou mata-los para eles acharem que tudo acaba aí. Na morte. Mas não! Eu transformei o bordel de papai na famosa casa “Vamprel”, na Transilvania, porque nem todos os vampiros são o que os humanos idiotas vêem nos filmes e livros.”

Gustav e Lucius não entendiam. Valente sentia medo e curiosidade ao mesmo tempo. Mr. Glytherman ria como uma iena.

Electra continuou:
“Quando eu caço um vampiro eu deixo ele pensar que vai morrer mas na verdade eu o levo para o Vamprel. Quando eles chegam lá ficam arredios, tentam fugir, xingam todas as minhas futuras e passadas gerações, mas no final se conformam, e o pior, digo, o melhor, eles gostam!
E eu amo! Todos os meus vampiros são transformados em “drag, queens of the dark” e seus clientes, após suas apresentações de dança e streep teases, as levam, ou melhor, os levam para os quartos do andar de cima…
E é exatamente isso que vou fazer com vocês! Com vocês quatro! Incluindo você Glytherman, incompetente! Vamos.”

E num passe de mágica herdado de sua mãe, Electra teletransportou as cinco pessoas para o Vamprel.

Lá chegando, todos tiveram reações diferentes. Mr. Glytherman se revoltou com a madame, Gustav tentou fugir mas tropeçou no tapete vermelho do caminho e foi capturado por uma drag fiel à Electra, Lucius estava um pouco assustado mas animadíssimo para começar a “trabalhar” e Valente, pobre Valentina. Estava empolgado, porque não sabia na verdade o que ia acontecer, não sabia o que era “drag, queen of the dark”.

Mr. Glytherman contiunou obedecendo sua mestra. Não tinha outra saída, devia a vida à ela.

No primeiro dia de apresentação das novas drags, Lucius foi ao delírio e decidiu patrocinar no que fosse preciso o lugar, Electra conseguira um de seus objetivos.

Gustav, contrariado, fazia seu trabalho, pois sabia que não existia saída. Electra ria sozinha, dentro de sua mente doentia.

Valente. Coitado, quando ele descobriu o que significava “drag, queen of the dark”, todos os seus conceitos puritanos vieram à tona. Ele ficou com a cabeça embaralhada, já não sabia o que era certo e errado, conseguiu fazer umas três noites de Valentina, e não agüentou. Se trancou no quarto. Não comia. Não bebia. Não dormia. Tudo o que fazia era se lembrar de sua vida, que fora tão honrada por séculos, mas, que nos últimos meses estava mais para pastelão que para outra coisa. Estava decidido.

No dia seguinte, quando Electra ordenou a chamada de todas as drags para uma reunião de rotina, ela percebeu que sua preferida não aparecia. Gritou, se esgüelou, virou um tapa mortal no pescoço de Gustav, que caiu desacordado, deu um mortal para cima da mesa e acertou Mr. Glytherman com a perna, ele quebrou o pescoço e caiu no meio da sala, Lucius ela poupou pois precisava dele, não pelo dinheiro, mas sim porque ele era a melhor isca do lugar, o melhor filé, um filé from hell original. Era uma bicha, tinha medo, mas isso era só com Gustav, com outros ele mostrava sua face terrorista e sedutora.
Sem saber porque tinha feito tudo aquilo, talvez por ter assistido muitos filmes do Bruce Lee, Electra caiu em si e foi até o quarto de Valente, bufando e xingando as almas mais trevosas.

Abriu a porta e a cena que viu a chocou e a fez lembrar de sua mãe.
Começou a chorar baixinho. Foi embora.
A cena era emocionante.
A faxineira entrou no quarto para limpar, à mando de Electra e encontrou um bilhete escrito a sangue na cama.

“Não agüentei a dor. Lembrei-me do passado triunfante que eu tive um dia. Não posso mais continuar com essa vida, por isso fui embora. Vocês nunca mais vão me ver novamente. Eu era um bravo cavaleiro andande e valente como meu nome diz e olha o que me tornei, uma “drag, queen of the dark” de roupa roxa brilhante, sapato plataforma – até que me deixa alto – mas, não posso continuar aqui. Por isso vou embora, para sempre.
Adeus.”

A faxineira, fazendo seu trabalho, assustou-se quando olhou na janela, o corpo de Valente jazia inerte em uma corda de forca. Valente havia se matado por não agüentar tanta humilhação.

A faxineira, levando ao pé da letra as ordens da patroa de deixar o quarto limpo, cortou a corda e jogou Valente pela janela, que dava para o fosso de crocodilos-dragões de estimação de Electra.

Autoras: Priscilla Jarra e Cintia Barcellos Lacerda

A morte sempre por perto

Posted in Contos on domingo | 8 | março | 2009 by Cavaleiro Valente

Cavaleiro Valente

Brincando no Paraiso – por Demithri de Vitoriano / Wallace Pantoja

Posted in Contos on domingo | 8 | março | 2009 by Cavaleiro Valente

Quando ele foi dormir as horas mortas já quase se iam. Demithri encharcado de suor se jogou na cama e salivou um filete de sangue com certo asco. O sangue não tem o mesmo gosto para todos…
Eu fiquei ali só observando o cara, engraçado como vamos pegando no sono e mal nos damos conta, cascatas de lembranças correndo para a profundidade de nossos domínios, onde nada podemos controlar ou querer. Acompanhei sua viagem até quando não havia mais consciência, apenas exaustão.
Foi um dia muito longo, um dia que durou quarenta e três precisas horas:
Tudo começou com uma carta anônima, coisa de Ludens que gosta de aparecer! Alguém chamava Demithri para uma reunião importante, ele pareceu contrariado, aí chegou o Lucian com aquele jeito de playboy exótico descompromissado:
– E aí, mano? Qual é a boa de hoje?
– Adivinha?
– Um encontro?
– Hum-hu! – assentiu Demithri.
– Com quem?
– Quer mesmo saber?
Lucian riu meio sem graça.
– Quem poderia ser?
– Psique. – disse Demithri, seco, fingindo não perceber a máscara de ódio que fluía na venta do irmão.
– É?… – aquele “é” amarelo que nunca reflete conforto.
– Vou até lá.
– Deixe-me ver o recado.
Lucian correu a vista rapidamente sem se deter em nada particular.
– Mas não está assinado, como sabe que é de Psique?
– A letra meu irmão, a letra, como poderia esquecer esta letra?
Bom, foi até este ponto que as coisas transcorreram tranqüilas e cheias de muito sentido e lentidão.
Lucian disse que iria, Demithri disse não mas os dois já corriam a uns cento e vinte em plena Almirante Barroso, pista do meio, xingando aqueles que respeitavam a velocidade permitida, o carro não era exatamente deles, mas o lugar de encontro era longe demais para ir de ônibus. Pegaram a BR rumo à Salinas, balneário do interior, badalado, onde tudo é salgado.
Depois de duas horas estavam pisando na areia fofa, uma garrafa de 51 que rasgava goela abaixo queimando tudo até bater no estômago e fazer o céu ficar mais perto! Algumas mulheres na praia piscando de leve, os dois rindo, Lucian quase agarrando uma, Demithri puxando o mano, antes o dever, antes o dever, depois a sacanagem.
Uma igrejinha de pedra, sozinha e distante. Entraram com um pisão nas portinhas podres.
– Vamos logo acabar com esta brincadeira, Psique. – Demithri interrompeu a fala com um gole visceral de cachaça.
O lugar parecia vazio. Uma fraca luz entrando não sei da onde, pousei bem junto da entrada, ninguém notaria uma pipira aquela hora, né? Os dois olharam dum lado para o outro.
– Vamos menina, não temos o dia inteiro. Algumas putas lá atrás estão esperando minha “marota”! – Lucian mal conseguia disfarçar a fúria.
– Elas vão ter de esperar, mongol. – Alguém pendurado numa das vigas do teto. – Legal vocês terem vindo!
Demithri forçou a vista, a luz atrapalhava, aquela voz não era de Psique.
Lucian tropeçou para frente, percebeu outros ali.
– Te prepara, Demithri… acho que estamos fodidos!
– Há! – riu-se o Ludens pendurado na viga – Acertou na mosca!

***********

Três dias atrás (mas eu só soube disso quando tudo acabou):

Psique caminhava pela pracinha sem movimentação alguma, arredores de Sevilha, junto a um grande campo cor de ouro em plena manhã fervente de Andaluzia. Seus olhos apertados refletindo a força que fazia para estabelecer contato com um amigo, alguém que poderia encontrar Demithri e, quem sabe, até Lucian. Precisava avisa-los mas sabia que se não conseguisse a vibração correta a coisa ficaria feia! Não havia muito tempo, aqui era um bom lugar para não chamar a atenção de curiosos, de nada adiantava se esconder, eles a encontrariam, o tempo e a vibração eram as únicas questões que lhe ocupavam agora.
“Vamos, And! Vamos, Milleny! Vamos!”, sua vontade percorrendo distâncias inconcebíveis até o jovem e risonho And. Um sopro de vento esvoaçou seus cabelos longos e negros. Sentou no chão de pedra antiga e buscou o poder para alcançar o outro… “MILLENY.”, engoliu o vento, “Eu TE CHAMO.”
Foi então que ela avistou o grupo se deslocando na sua direção. Eles vinham pelo ar? Como!? Ludens dificilmente consegue tal proeza! Ela mesmo só viu três ou quatro fazerem isto em toda a sua trajetória pela Terra! Voar significa muitas coisas na noção vampírica: astúcia, controle, experiência e, sobretudo, poder.
Psique esboçou uma reação: grunhiu antes de vomitar sua telecinésia direto no peito de um deles, que balançou, quase caindo, porém continuou inteiro. A beldade negra emitiu um último e intenso chamado mental antes de ser atirada no campo de trigo e fazer correr sangue naquela quentura tão típica de Andaluzia, onde as coisas quase sempre são conquistadas com DOR.
– Lembra-se de mim, criança? – rasgou a camisa de seda colorida de Psique revelando a tatuagem feita a fogo, letra dum idioma desconhecido pelos que caminham na superfície de encontro a luz – Ainda está do jeitinho que deixei! – riu-se Nirvana, lambendo a letra escarlate entre os seios da deusa Psique.
A mulher entortou o beiço numa máscara de asco cegando com a luz e o Sol ardeu sobre os campos de ouro.

And Milleny sentiu aquele calor tomar conta de todo o seu corpo, a começar pelo peito e daí se espraiando para todo o resto. Envergou-se até suas articulações chegarem no limiar da dor, alguém enviara um chamado desesperado… só não conseguia distinguir quem era.
Sem perder tempo ele foi direto ao aeroporto, entendera a mensagem. Comprou uma passagem para São Paulo com os últimos tostões de dólares que tinha, embarcou naquele mesmo dia, chegando lá deveria roubar outra vez e viajar até Belém. Adeus Hungria, logo agora que ele pensava em explorar o Castelo do Drácula! Tudo bem, sempre há tempo para seres como ele.
Cochilava aos pedaços, aquele chamado era estranho, como se o destino dependesse dele, mas quando enviou um pensamento em concordância não obteve resposta, talvez o outro Ludens tenha se desligado, ou alguém desligou ele…
São Paulo
And nem deixa o Aeroporto, fica espreitando uma vítima com muita grana. Sem perder tempo a avista: certa madame com carradas de base no rosto e um batom cor de sangue que ofusca qualquer pretensão de elegância. Tem uma gorda quantia na bolsa, só uma ilusão, nada de mortes, apenas um roubo silencioso e delicado. Pronto.
Avião. Tentando se ajeitar na poltrona. Aquele calor outra vez:
ATENÇÂO!
Uma energia saltando de alguém ali dentro. And estica o pescoço, procura discretamente sem virar muito, força a mente em busca daquele pulso, está a sua frente, dá para ver a parte detrás das cabeças encostadas nas poltronas, só que a energia vem dum lugar vazio? VAZIO!?
And levanta, a curiosidade atiça-o. A aeromoça corre até ele:
“Senhor, não pode levantar agora. Já vamos decolar!”
“É rápido, só um momento…”
“Não, senhor. Para sua própria segurança, não!” , a mulher o empurra com cuidado até o assento. “Espere até decolarmos, por favor!”
Aqueles foram minutos de tensão extrema. And nunca gostou de decolagens, mas na ocasião a trepidação nem o preocupou, apertava os olhos na direção da poltrona vazia como que querendo enxergar através dela… “Vamos, decola desgraça! Decola, porcaria!”. A energia fluindo esquisita dali.
Quando o avião atingiu uma altura segura o vampiro bateu no cinto e levantou num pulo, precipitou-se direto para a poltrona, tropeçando e arregalando os olhos incrédulos quando viu aquilo:
Baixinho, por isso não dava para vê-lo de lá. Cabelos castanhos cacheados e uma roupa esquisitona, parecendo uma armadura de prata mal polida, dormia feito criança, mas não era um sono natural, alguém o dopara. Seus braços eram pequenos mas guardavam junto a si uma espada descomunal… aquela coisa não pertencia ao mundo, disso And teve certeza quando invadiu sua mente: ” Defensor gentil das donzelas oprimidas! Um Gala Seca de carteirinha! Seu nome cheirava boiolagem…”
And voltou desanimado para sua poltrona, um cavalo reluzente e um monte de merda ainda cascateavam daquela mente frívola, muitas mortes, muitas mesmo e ele ainda estava ali! And segurou até o momento que pôde, mas já não era possível, explodiu numa gargalhada descontrolada, todos olharam para ele, alguns até começaram a rir! And gritava, ria, lagrimava, ofegante, ria e ria:
– VALENTE! O NOME DAQUELA MINIATURA DE “DREG” É VALENTE!
O cavaleiro despertou com aquela algazarra, cheio de meleca nos olhos e com a espada quase da sua altura. As botas de prata pareciam do Bozo, seu saiote de malha de aço tilintando alegremente e o peitoral reduzia sua cabeça pela metade, apenas os olhos interrogativos saltando de dentro da cavidade da armadura: “QUI FOI?”. Todos, inclusive sua espada, diante daquele visão, abriram a boca numa risada delirante, o avião empinou para o céu, completamente desajeitado.

A primeira vez de Valente – por Debora Gimenes – Debby

Posted in Contos on domingo | 8 | março | 2009 by Cavaleiro Valente

Havia muitas pessoas na inauguração de mais uma boate de Jessica Wayne.
As vampiras dançavam e se deliciavam com o sangue dos homens.
Eis que naquele momento. valente entra e vai ter com Jessica:

_ Senhorita procuro por uma dama em apuros será que ela seria vc?

Jessica deu uma gargalhada.

_ Quem és tu cavalheiro?

_ Sou o Valente. Defensor das donzelas em perigos…

Jessica soltou outra gargalhada.

_ Aqui vc não encontrará donzelas.

_ Srta. essas suas ropuas não machucam? Parecem tão apertada.s

_ claro que não. Vc tem um cheiro de cabação… A não…

Jessica grita para todos no bordel ouvirem…

_ Meninas eu tenho um nobre cavalheiro virgem em minhas mãos. Vou ensinar a ele como se brinca aqui nessa casa agora.

Jessica arrancou a armadura de Valente a Unha. Jogou-o sobre a mesa e começou a lambe-lo todinho (isso lembrava valente de outro tipo de lambida). Jessica arrancou sua propria roupa e sentou em cima dele, fazendo varios movimentos, Valente fazia uma cara de bobo incrivel, os clientes de jessica observavãm tudo rindo do cavalheiro.
Por fim Jessica resolve sugar o sangue do coitadinho, nào dando tempo dele gozar. Ele morre sem saber qual o real significado da palavra prazer.

_ Que pena não deu nem para me divertir. – disse Jessica

_ Tbém com isso aí. -fala uma das protitutas medindo a ferramenta de valente, morto mais uma vez

Anastacia – A Viagem – por Fábio Santana da Silva

Posted in Contos on domingo | 8 | março | 2009 by Cavaleiro Valente

– Deus está se manifestando muito ultimamente? Mensagens, pragas e até um de seus filhos ele colocou entre os mortais.
– Ele está com medo que Áaaaa retorne da sua prisão
– Áaaaa, quem é este?
– Um dos deuses antigos traído por seu sobrinho.
– Então ele não é o único?
– Não, mas isso não interfere em nosso destino.

Costa da China, um mês depois do encontro de Anastácia e Latoar, os dois aproximam-se de uma floresta escura. Os sons das aves noturnas já começava a ser ouvidos a distancia, não que isso importasse para os dois que protegiam-se dos últimos raios de Sol de dentro da sua carruagem.
– Latoar.
– O que você quer agora?
– Por que você me transformou nesse mostro?
– Porque você precisava de ajuda.
– Então você anda pelo mundo ajudando os pobres humanos.
– Não, você é diferente.
– Como diferente?
– Eu já disse, você precisava da minha ajuda.
– Quem disse, eu não preciso de você ou de sua maldição, não preciso de nada que velha de você.
– Saia!
– Como? Ainda não é noite.
– Saia agora! Você não precisa da minha carruagem.
– Mas eu vou morrer lá fora.
Foram as ultimas palavras de Anastácia antes de ser jogada para fora de sua proteção, exposta ao Sol enquanto a carruagem se afastava. A únicas palavras de seu algos foram, corra da luz criança, o conselho final para uma condenada. Então a carruagem faz a volta parando do lado da jovem agonizante e Latoar salta de dentro dela cobrindo Anastácia com um manto vermelho que ele carregava.
– O que você aprendeu?
– Que você não se importa comigo.
– Errado, todo pai se importa com seus filhos. Vamos procurar comida.
– Você ainda não entendeu eu não vou matar ninguém.
– Eu já estou cansado de você reclamando desde que eu lhe encontrei, ou você começa a comer ou eu vou…. o que foi isso?
E surge um homem do meio da floresta, montado em um cavalo e com uma espada nas mãos. Uma coisa que Latoar não estava esperando, afinal o que um ocidental estaria fazendo em uma floresta na Costa da China.
– Ei você, largue está donzela.
– Como você disse?
– Largue essa donzela ou eu corto você ao meio.
– Você não tem a menor idéia do que está falando.
– Eu já avisei você.
Latoar ainda sem entender o que estava acontecendo, assiste o estranho homem desmontar do cavalo e começar a corre em sua direção brandindo sua longa espada sobre a cabeça. Um esforço tão patético para demostrar sua força ao oponente que Latoar com um movimento desarma o homem e o ergue pelo pescoço.
– Eu não gosto de matar um homem que eu não conheço, então você não quer me dizer o seu nome?
– …Valente…
– Não brinca.
– Não estou… brincando…
– Tudo bem Valente, o que você faz tão longe de casa?
– Estava perseguindo um demônio.
– Perseguindo ou fugindo?
– Seu rato… solte-me e eu lhe mostrarei que vai fugir.
– Nunca falaram para você não atacar um vampiro milenar pela frente? Anastácia, está na mesa.
– Eu já falei, não vou matar ninguém.
– Ela também é um de vocês?
– Eu já disse o que ia fazer com você.
– Já, mas não vou matar ele.
– Ei vocês eu ainda estou aqui.
– Cale sua boca.
Então o incauto Valente tem seu pescoço quebrado e rasgado por Latoar, o cheiro do sangue fresco empesteia o ar despertando um lado desconhecido de Anastácia que como uma besta ataca o corpo inerte de Valente.