Laura – Por Debby Lenon

LAURA

Em um reino distante vivia uma jovem princesa. Ela esperava que um dia um cavalheiro de muita coragem a salvasse das mãos da sua madrasta, a malvada rainha Zoraide.

Laura havia sido criada pelo pai até os nove anos. Ele então resolveu
casar-se para dar-lhe uma mãe. Mas errará na escolha, pois Zoraide só queria o seu reino. Seu pai falecerá no inverno passado, com uma pneumonia muito forte, Zoraide então pediu para que a aprisionassem em seu quarto. Para os súditos ela disse que Laura estava com a mesma doença de seu pai.

Um dia da janela do quarto Laura, viu um jovem cavalheiro caminhando ao lado de seu cavalo, um lindo corcel negro, ela então acenou com um lençinho branco para o cavalheiro que retribui o gesto com a cabeça.

Ele ficou encantado com a pequena garota e aproximou-se dos jardins do palácio. E foi caminhando até a janela. Ele pode então escutar a menina.

_ Oh1 Gentil cavalheiro. Será que podias me ajudar?

_ Sim. Minha bela menina. Qual é o seu problema?

_ O nobre cavalheiro… Minha madrasta me detém aqui presa. Ela diz as pessoas que tenho uma doença sem cura e contagiosa, mas é mentira. Eu sou a herdeira do Reino de Latura e se eu morrer ela poderá governar em meu lugar.
Peço-lhe bondoso cavalheiro que me ajude a sair daqui e a salvar meu povo.

_ Mas. É claro princesa. Mas por que não pula a janela?

_ É que é muito alta e os guardas poderiam ver…

_ Não se preocupe. Vou até aí ajuda-la.

Valente começou a escalar a parede limosa, mas por ser muito escorregadia não conseguia sair do chão. Então Branco, seu cavalo amarrou uma das cordas que carregava no lombo num galho de arvore e puxou até que o mesmo chegasse a menina.

Ela agarrou-se com suas pequenas mãos ao galho e lentamente Branco foi voltando o galho a seu lugar. Mas a princesa ficou dependurada. Valente gritou:

_ Pule princesinha e eu a pegarei.

Confiando no cavalheiro ela saltou. Caiu em cima dele que por estar sem a armadura amorteceu-lhe a queda. Levantou-se e encabulado desculpou-se com ele:

_ O gentil cavalheiro. Perdoe-me. Eu te machuquei ao cair.

_ Não. Eu é que estava distraído e calculei errado.

_ Qual seu nome?

_ Eu sou Valente. O cavalheiro que defende as jovens de bruxas, dragões e malvadas rainhas… Ao seu dispor princesa. Qual sua graça?

_ Meu nome é Laura. Sou filha do falecido rei de Latura. Sua majestade
Leôncio.

_ Esse é o reino de Latura? Mas como pode. Recebi um convite para vir ter com a rainha.

_ Não pode ser… – desesperada Laura começou a chorar achando que seria o fim de tudo, que ninguém mais a salvaria. Mas o nobre Valente a consolou.

_ Não chores criança. Eu a ajudarei acredito em você.

Laura então subiu em cima de Branco, que se mostrou muito feliz por estar ajudando a moça. Valente deu uma tapinha no dorso do cavalo, que não gostou muito da idéia e retribui-lhe com um coice.

Branco leve nossa amiga para um lugar seguro. Vou matar a rainha.

Nesse momento Zoraide aparece em meio aos arbustos do jardim rindo como louca.

_ Hahahahahahahahahahahaha! Você acha que será possível destruir-me. Ainda se
fosse um cavalheiro de verdade, mas, um meia f***.

_ Valente pode ser pequeno, minha madrasta, mas, é de grande valentia. Ele e seu cavalo me ajudaram a fugir de meu cativeiro e iram salvar meu reino.

_ Sim. Eu vi a façanha desse belo animal. Ele parece ser bem mais inteligente que seu dono. Assim que eu mata-lo, o tomarei para mim. Para trabalhos pesados como o de tirar água do poço.

Valente pegou sua espada e saiu correndo para cima da rainha. Um ciclope apareceu para defende-la, agarrou valente pelos cabelos. O levantou para cima e Valente tentava em Vão feri-lo com sua espada. Então o ciclope começou a estrangular Valente. A princesinha ficou furiosa, desceu do cavalo, pegou uma pedra e deu na cabeça da rainha, matando-a. Em seguida chutou a canela do ciclope que ao sentir a terrível dor de seu joanete largou Valente. A
princesinha então disse:

_ A partir de hoje sou a nova rainha de Latura. Todos os seres deverão seguir minhas ordens. Quero que libertem os escravos, eles terão um numerário pelos trabalhos prestados. E você Valente, por sua coragem gostaria que reinasse ao meu lado.

Valente ficou lisonjeado com o pedido, mas recusou.

Perdoe-me Laura, mas não posso. Tenho que salvar outros reinos e princesas, mas se você me der à honra de um dia poder voltar…

_ Oh1 valente como você é nobre. Eu te ofereço um reino e você ainda assim quer continuar sua caminhada a procura de donzelas e reinos em perigo.
Ficaria eu honrada em saber que um dia tu voltarás para ser meu rei.

E assim Valente beijou a sua noiva e seguiu caminho para mais uma jornada em buscas de reinos em perigo.

Debby Lenon

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