Anastacia – A Viagem – por Fábio Santana da Silva

– Deus está se manifestando muito ultimamente? Mensagens, pragas e até um de seus filhos ele colocou entre os mortais.
– Ele está com medo que Áaaaa retorne da sua prisão
– Áaaaa, quem é este?
– Um dos deuses antigos traído por seu sobrinho.
– Então ele não é o único?
– Não, mas isso não interfere em nosso destino.

Costa da China, um mês depois do encontro de Anastácia e Latoar, os dois aproximam-se de uma floresta escura. Os sons das aves noturnas já começava a ser ouvidos a distancia, não que isso importasse para os dois que protegiam-se dos últimos raios de Sol de dentro da sua carruagem.
– Latoar.
– O que você quer agora?
– Por que você me transformou nesse mostro?
– Porque você precisava de ajuda.
– Então você anda pelo mundo ajudando os pobres humanos.
– Não, você é diferente.
– Como diferente?
– Eu já disse, você precisava da minha ajuda.
– Quem disse, eu não preciso de você ou de sua maldição, não preciso de nada que velha de você.
– Saia!
– Como? Ainda não é noite.
– Saia agora! Você não precisa da minha carruagem.
– Mas eu vou morrer lá fora.
Foram as ultimas palavras de Anastácia antes de ser jogada para fora de sua proteção, exposta ao Sol enquanto a carruagem se afastava. A únicas palavras de seu algos foram, corra da luz criança, o conselho final para uma condenada. Então a carruagem faz a volta parando do lado da jovem agonizante e Latoar salta de dentro dela cobrindo Anastácia com um manto vermelho que ele carregava.
– O que você aprendeu?
– Que você não se importa comigo.
– Errado, todo pai se importa com seus filhos. Vamos procurar comida.
– Você ainda não entendeu eu não vou matar ninguém.
– Eu já estou cansado de você reclamando desde que eu lhe encontrei, ou você começa a comer ou eu vou…. o que foi isso?
E surge um homem do meio da floresta, montado em um cavalo e com uma espada nas mãos. Uma coisa que Latoar não estava esperando, afinal o que um ocidental estaria fazendo em uma floresta na Costa da China.
– Ei você, largue está donzela.
– Como você disse?
– Largue essa donzela ou eu corto você ao meio.
– Você não tem a menor idéia do que está falando.
– Eu já avisei você.
Latoar ainda sem entender o que estava acontecendo, assiste o estranho homem desmontar do cavalo e começar a corre em sua direção brandindo sua longa espada sobre a cabeça. Um esforço tão patético para demostrar sua força ao oponente que Latoar com um movimento desarma o homem e o ergue pelo pescoço.
– Eu não gosto de matar um homem que eu não conheço, então você não quer me dizer o seu nome?
– …Valente…
– Não brinca.
– Não estou… brincando…
– Tudo bem Valente, o que você faz tão longe de casa?
– Estava perseguindo um demônio.
– Perseguindo ou fugindo?
– Seu rato… solte-me e eu lhe mostrarei que vai fugir.
– Nunca falaram para você não atacar um vampiro milenar pela frente? Anastácia, está na mesa.
– Eu já falei, não vou matar ninguém.
– Ela também é um de vocês?
– Eu já disse o que ia fazer com você.
– Já, mas não vou matar ele.
– Ei vocês eu ainda estou aqui.
– Cale sua boca.
Então o incauto Valente tem seu pescoço quebrado e rasgado por Latoar, o cheiro do sangue fresco empesteia o ar despertando um lado desconhecido de Anastácia que como uma besta ataca o corpo inerte de Valente.

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