A fada e o Cavaleiro – por Adriano Siqueira

fadaeocavaleiro1

A Fada e o Cavaleiro
Por Adriano Siqueira

Cavaleiro Valente caminha em passos lentos sempre com a sua espada em guarda para desbravar esta nova floresta desconhecida.
Seus ouvidos atentos escuta os passos de alguém que estava caminhando bem perto.
Ele espera o momento certo e finalmente ataca. Mas ele acerta apenas o tronco de uma arvore.
Ele escuta risos vindo de cima da arvore. Ele vê a silhueta de uma mulher iluminada pela lua.
– Quem está ai! – ele pergunta com a espada em punho.
– Sou eu seu bobo.
– Thorn?! Fada Thorn?
Valente larga a espada e com a ajuda de suas asas Thorn desce da árvore lentamente até chegar aos braços do valente. Ele a segura, ela retira seu elmo e lhe dá um beijo.
– Não acredito que esta aqui! Só pode ser um sonho. Se for… Não quero acordar jamais.
– Estou aqui mesmo meu cavaleiro. Em seus braços.
– Thorn você precisa sair daqui! Meu mundo é perigoso e cheio de surpresas alem disso o autor é um louco. Seu único desejo é me matar.
Thorn coloca o dedo nos lábios de Valente e ele fica calado. Os olhos do cavaleiro se impressionam com a beleza daquela fada e por alguns segundos admira o seu sorriso. E então eles se beijam por um longo tempo.
Valente aproveita cada segundo. Ele ainda não poderia acreditar que a mulher que ele amava estava ali mesmo na sua frente e em seu mundo. Ele não pensava por quanto tempo ela ficaria ali. O que importava mesmo era aqueles pequenos segundos em que seus lábios tocavam a boca de Thorn. Mas ele estava preocupado. Solta os seus lábios por alguns instantes, segura o ombro de Thorn e diz:
– Você não entende Thorn. Sou um bom cavaleiro. Sou um bom guerreiro. Minha espada já cortou a cabeça de inúmeros inimigos. Mas o amor… Eu não tenho muita experiência com mulheres. Posso decepcioná-la seriamente.
– Eu não me importo…
– Você não entendeu direito deixe-me ser mais claro… Eu não sou o tipo de cavaleiro que procura tabernas para se divertir com as mulheres profissionais. Eu não faço sempre. Tive poucas… Só as que amei realmente.
– Isso só é motivo para eu te amar mais.
Os olhos do Valente ficam mais brilhantes. Ele respira fundo.
– Este sentimento que estou experimentando agora é magnífico. Não me lembro de sentir isso antes. Será o amor? Será que um cavaleiro como eu pode realmente sentir este… Milagre?
– Você faz muitas perguntas. Porque não passeamos um pouco.
– As mãos… – Valente diz bem baixo. – Seria meus sentimentos? Thorn… Eu já senti suas mãos antes?
– É a primeira vez que nos tocamos meu cavaleiro. Não poderia senti-las antes.
– São tão macias…
Valente pega algumas flores e entrega para Thorn. Ela sorri e as cheira por alguns momentos.
– Beije-me Valente. Deixe-me sentir seus beijos misturados com o cheiro das flores.
Valente toca novamente em seus doces lábios.
A fada Thorn pega novamente as mãos do Valente e o leva para uma cabana. Dentro da cabana havia muito feno e algumas folhas secas. Ela faz o Valente ficar deitado. Ele tenta dizer algo mas ela o silencia com o dedo novamente em sua boca.
– Não meu cavaleiro. Apenas relaxe e me assista.
– Espere Thorn! Por favor. Deixe-me beijá-la novamente. Quero tocar em seus cabelos e sentir a sua pele bem perto de mim.
Thorn sorri e atende seu desejo.
Aos poucos ela ajuda Valente a tirar a armadura e ele fica apenas com as poucas roupas de baixo. Eles se deitam e aos poucos ela toca levemente a pele de Valente.
Ele chega a tremer e se fecha com alguns movimentos da fada. Ela sorri e diz:
Calma… relaxe apenas. Não precisa tremer. Eu estou aqui para proteger você… Só fique calmo e relaxado.
Valente observa os movimentos da fada em seu corpo. Algumas vezes ele tremia, mas a fada sempre o beijava até ele relaxar novamente e logo continuava a acariciá-lo.
Quanto mais os toques da fada ficavam cada vez mais ousados, Valente respirava fundo e olhava atentamente os movimentos da fada até que ela coloca a mão nos olhos de Valente. Ele relaxa finalmente. Deixa as mãos da fada passear pelo seu corpo. Ele sorri. É um sorriso gostoso como se tivesse tomando banho em um lago.
Eles ficam horas juntas. Valente sente prazeres que nunca sentiu antes e que jamais pensou existir. Quando toda aquela onda de prazer termina. A fada encosta-se ao peito de Valente e fica passando a mão levemente no seu corpo até adormecer.
Valente se levanta calmamente vai para fora da cabana senta no chão e chora silencioso. Ele não sabe explicar exatamente porque esta chorando. Mas não consegue se conter. Ele agradece silenciosamente aquele dia. Agradece os sentimentos e o amor que ele experimentou.
Olha para o céu e vê um mundo que ele jamais conhecia. Jamais imaginaria que existia. Ele se sente mais vivo do que nunca. Volta para dentro da cabana para agradecer a sua amada por aquele dia tão especial. Mas ele não encontra a fada. Ele grita seu nome por um bom tempo até que ele se ajoelha e vê um pouco de cabelo amarrado. Ele cheira por um tempo e guarda com ele pois este presente representara eternamente seu encontro com aquela fada à única mulher que ele realmente amou e que jamais esquecerá.

Informações adicionais: A fada Thorn é uma personagem criada pela Camila Bernardini do blog www.escuridaonoturna.blogspot.com para a história “Os guardiões de Kiara”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: